27
mar
2011
A febre que não passa
Fazia tempos que eu não me sentia fisicamente doente – e ontem, bateu. Depois de pedalar na Bicicletada, acordo com uma sensação de cansaço além do normal. E, para completar o desgaste, ando, pedalo, pego ônibus, metrô e não páro até relaxar dentro de um ar condicionado fortíssimo de um lugar chamado Café Aurora – sei lá o que significa uma casa de rock chamar Café Aurora. Mas eu estava lá, tomando uma capirinha de saquê, a única bebida alcóolica que vale a pena o esforço de engolir.
Entre um Beatles e Doors, começo a suar frio e a tremer sem parar. Desço as escadas, como em um pesadelo, e fico ali nos banquinhos, tremendo, com a esperança de que ninguém veja essa cena deprimente em uma balada animada.
Durmo por uns cinco/dez/eternos minutos e me recupero um pouco. Mas a febre simplesmente não passa depois de um cochilo na mesa do bar.
Depois do pesadelo, vou dormir. O calor lá fora era de 30 graus, mas eu tremia de tanto frio. Acordo no dia seguinte, meio sem norte (diga-se, lesada), com a garganta doendo.
Como eu sinto frio em um calor de 30 graus?
FEBRE é a dor interna que não te faz ver a verdade.
You little shit, you’re in it now
I hope they throw away the key.
Yer should have talked to me more often than you did, but no!
You had to go your own way, have you broken any homes up lately?
Just five minutes, Worm, Your Honor, him and me, alone.
The Trial – Pink Floyd
17
nov
2010
A arte de comer peixes

Na fila de espera do banco, duas moças comentaram:
- Ai, hoje é sexta, é peixe. Odeio.
- Eu também, não tem jeito. Quero ser saudável, mas peixe, não dá. Só cru, do japonês.
Engraçado que eu só como peixe, quase não como outra carne. Peixes são incríveis: você pode comer todos os dias da semana, cada um com um gosto: salmão, meu favorito, bem gorduroso; pescada, mais levinha; atum, mais forte… E por aí vai. Cada semana eu experimento um novo peixe.
As pessoas dizem que não gostam de peixe. Bem, pra começar, o Brasil não tem cultura de peixe porque não sabe prepará-lo. Também desconhece os tipos, restringindo-se aos sem-graça cação ao molho e filé de tilápia à milanesa – os dois que menos gosto.
Outra alegação é de que é um alimento caro. De fato, é mais caro do que o frango. Mas o frango vendido por aí não é alimento – é quase um composto de hormônios. Melhor não comer nada, então.
Dica: pra comprar peixe mais barato, vá à feira bem no final. Com certeza você consegue um belo desconto.
Se não sabe comer peixe, pegue um bom livro de receitas, de preferência de culinária oriental ou mediterrânea, e mãos à obra!
6
out
2010
Mudança do blog e fazendo almoço sem tempero.

Eis minha nova experiência: cozinhar.
Sempre achei um troço meio chato, porque uma das coisas mais maçantes de cozinhar, em minha opinião, é ter os ingredientes. Eu nunca tenho a lista completa e a comida sempre fica com gosto de “faltou alguma coisa”.
E o que mais me irritou hoje foi que, depois de comprar todos os ingredientes para fazer um almoço decente, percebi que faltava ter comprado um dos detalhes mais primordiais: temperos. Claro que eu ia esquecer desse toque, porque não gosto de temperar – a mão fica fedida e sempre erro na quantidade.
No final da confusão e destruição da cozinha, o almoço até que deu certo, considerando que usei o mínimo de gordura possível. Mas a verdade é que o azeite e o óleo são os grandes enfeites do sabor. A comida está ruim? Taca azeite ou frita! Fica imediatamente bom.
O que ficou mais gostoso foi a minha receita de berinjela, muito fácil e simples. E saudável:
- corte uma berinjela lateralmente, como se fossem filés.
- Coloque os “filés” em uma assadeira e pincele com uma colher de sopa de azeite.
- Polvilhe por cima aqueles temperinhos misturados que vendem na feira – o meu tinha tomate, alho, cebola e salsa.
- Asse por uns 30 minutos.
Pronto!
Não fiz tópicos de modo de preparo ou ingredientes, como nas receitas tradicionais. Mas é que realmente não precisa, né?
—–
Resolvi mudar o blog, da água para o vinho, porque tenho pensado em um formato, mas nunca encontro. Por isso, dessa vez criei um projeto que realizo cotidianamente, mas que nunca realmente publiquei em nenhum lugar: vou mostrar minhas experiências holísticas – sejam elas de alimentação, exercícios, meditação, etc.
Vou fuçar onde for possível para encontrar as melhores dicas que envolvam mudança de estilo de vida. Será que eu mudo mesmo? Ou será que essas receitas simplesmente não funcionam?
