1
ago
2011
Direita e esquerda
Não fui eu quem fiz esse desenho…
Sou canhota, mas acho que nasci ambidestra. No início do processo de alfabetização, lembro de escrever com ambas as mãos, mas tinha muitas dificuldades em escrever o “L” e o “F”, por exemplo – ora ficavam de um lado, ora de outro. A professora me colocou na parede e pediu para escolher uma mão para escrever, a fim de não dar mais trabalho. Esquerda escolhida e adotada até hoje.
Mas, nos últimos tempos, tenho usado a mão direita, de forma que passei a me confundir propositalmente. Passei a adotar a direita para lavar a louça e, recentemente, escovar os dentes.
Quando trocamos de mão, há um desconforto divertido e irritante ao mesmo tempo, nos sentimos crianças desengonçadas. Tem coisa mais engraçada do que tentar escrever com a mão que não temos habilidade? Parece uma criança de 6 anos tentando escrever.
Vou adotar a direita para:
- manusear talheres;
- escrever à mão;
- passar fio dental (é um dos mais difíceis);
Dizem que usar trocar as mãos exercita o cérebro. No mínimo, deixa minha rotina mais divertida.
Em termos neurológicos, o lado esquerdo do cérebro – ligado à razão – controla o lado direito do corpo; e o lado direito do cérebro – ligado à emoção – controla o lado esquerdo do corpo. Em teoria, um canhoto tem o lado emocional e criativo mais desenvolvido do que um destro, este, mais racional. No entanto, quanto mais equilibrado os dois lados, melhor.
Ps: este blog fez um ano em junho, mas a data passou despercebida. Só sinto um processo evolutivo muito grande durante esse tempo. Ainda bem, pois, de acordo com meu próprio post, meu ano começa em agosto.
29
mai
2011
Somos cérebro, coração e entranhas
Um dos principais problemas contemporâneos é o uso excessivo do cérebro. Isso nos dá patologias e problemas emocionais, justamente por não trabalharmos nossas outras duas partes, relegadas a segundo plano na sociedade ocidental: coração e entranhas.
O coração, considerado uma parte nobre de nosso corpo, reflete nossos sentimentos, aquilo que “dói no coração”, nos faz ir às lágrimas sem explicação e nos faz dar aquele sorriso bobo de apaixonado.
Já as entranhas, parte que pretendo me deter um pouco mais, refere-se aos instintos básicos dos seres vivos, ou seja, reproduzir, defecar, sentir fome, sede, entre outros. São aqueles sentidos aparentemente incontroláveis, mas que, com nossa sociedade controladora, são os mais reprimidos.
Não adianta segurar a vontade de fazer xixi. Vai explodir. Não adianta esconder sua sexualidade. Vai explodir. Não adianta esconder sua fome. Vai explodir.
O que quero dizer com isso? Não é para liberar geral e agir como uma criança que não sabe se controlar e faz xixi na cama ou faz birra se está com fome. O adulto, quando tem consciência de si, consegue canalizar cada sensação de forma apropriada se souber identificar se a sensação encontra-se no cérebro, no coração ou nas entranhas. Essa dor no estômago que você sente é fome (entranhas), raiva (coração) ou uma lembrança ruim que lhe veio à tona (cérebro)? Saber identificar isso é difícil em uma sociedade que deturpa nossas sensações desde o nascimento. Exemplo: durante a infância, você foi condicionado à seguinte recompensa – se parar de chorar (coração) vai ganhar um doce (entranhas). E daí partem outras e mais confusões, e por isso que às vezes nos sentimos “confusos”. E estamos mesmo.
O pior é a sexualidade. Como diria o livro Rodas da Vida, os ocidentais vivem sob dois extremos: a hipersexualidade e repressão da sexualidade. Existe um equilíbrio. Mas cabe, de novo, você se conhecer para encontra-lo. Existem formas de canalizar as energias sexuais, por exemplo. Uma delas é meditar, fazer algumas posições de ioga e praticar exercícios. O pior é que funciona.
Quando você entende de onde vem as sensações de seu corpo, fica muito mais tranquilo canalizá-las.
1
mai
2011
Estudar é o começo da fritura cerebral

A trilha de Tron, do Daft Punk, é a minha inspiração desde o início do ano para quase tudo
É diante da tela do computador tendo como papel de parede o círculo de Tron que paro para respirar depois de apenas 40 minutos estudando freneticamente, escrevendo em um caderno, com a caneta Bic quase furando as folhas. É um transe que machuca meu cérebro, e ele frita tanto que, em seguida, fico com uma vontade absurda de sair correndo.
Levanto, ando para lá e para cá, tenho vontade de deitar no chão, de cabeça pra baixo. Dá vontade de fazer tudo o que uma biblioteca não permite: gritar, chorar, chutar as cadeiras. Mas eu não posso, porque tenho que manter-me sob as regras sociais se não quiser ser malquista em meu local favorito em São Paulo, o CCSP.
Estudar é isso: uma das coisas mais fascinantes e perturbadoras que existe. Quem não gosta é porque desconhece o universo novo dentro de pouco mais de uma centena de páginas.
O livro que me fez pirar? Como elaborar projetos de pesquisa, de Antonio Carlos Gil. E esse é só o começo do meu projeto Frugal.
Ai.
The Grid.
A digital frontier.
I tried to picture clusters of information as they Moved through the computer.
What do they look like? Ships, motorcycles.
With the circuits like freeways.
I kept dreaming of a world I thought I’d never see.
And then, one day… I got in.

