30

jan

2012

O que é o amor?

Por Tati Aoki em Corpo, Holística, Pensar

Estou lendo sobre isso no livro “Rodas da Vida”, de Anodea Judith. O livro fala sobre conexão corpo/mente por meio dos chacras ou pontos energéticos. E o quarto chacra é o do amor, que fica, claro, no coração.

São dezenas de páginas dedicadas a exercícios que ativam o chacra, como os de respiração. Em essência, isso significa que o quarto chacra é uma das principais comunicações com o mundo externo, isto é, é a troca de ar e de sentimentos com o outro.

Porém…O que é o amor? A indústria cultural nos remete ao amor apaixonado entre duas pessoas, romântico e tal. Mas será que é isso mesmo? E o amor a uma causa, amor-próprio, amor aos amigos e, por que não, ao seu trabalho? Eles também existem e devem ser lembrados.

Penso que o amor é uma das maiores forças do ser humano, por isso a famosa frase “Deus é amor.” Por amor a gente perde o medo, o sono, sente uma força inesgotável, mas que dificilmente ultrapassa o limite do corpo físico. Ou seja, o amor pleno é incondicional, quase onipotente, mas sabe os limites. É equilibrado – o corpo e mente em conexão plena. Quando isso não ocorre, cuidado – provavelmente é a cilada da paixão: volátil, atraente e perigosa como o fogo.

Mesmo lendo em diversos dicionários o termo “amor”, o significado continua um mistério -  tanto pelo uso inapropriado por parte de segmentos da indústria cultural (principalmente cinema, músicas e novelas), quanto pela confusão generalizada entre amor e paixão.

A paixão pode trazer infelicidade aos outros. O amor, não.

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22

jan

2012

Um corpo que cai

Por Tati Aoki em Corpo, Pensar

Olhando bolsas de estudo de mestrado, leio editais e mais editais ao longo de um sábado à noite. À medida que leio os regulamentos frustrantes – só bolsas para doutorados, áreas de exatas e biológicas, bolsas para o exterior – vou automaticamente afundando na cadeira de escritório ergonômica e entortando minha coluna vertebral até sentir-me um amontoado de pele, músculos e ossos.

Nosso corpo físico é uma resposta automática da nossa atitude mental. E é aí que eu, uma árdua usuária de minha capacidade cerebral, digo que há uma superestimação da mente, que acaba prejudicando o corpo. O que o seu corpo tem a ver com o fato de que sua mente sofre? Claro, é um corpo só, mas a mente, o cérebro, o controlador, acaba modificando nossas atitudes corporais conforme a mente.

Quando ficamos tristes, o olhar abaixa, perde o brilho. Se desanimamos, os ombros caem e ficamos cabisbaixos.

Como seria se nossas emoções e nossa mente não interferissem no nosso corpo? Provavelmente não teríamos distúrbios alimentares, pessoas caminhando com os pés pra dentro, problemas de coluna. Mas não seríamos humanos, e sim, animais.

O equilíbrio é a consonância com nossos sentidos animais e os humanos, estes, considerados mais elevados. E esse equilíbrio nos falta, na micro instância, com o nosso corpo. Não conhecemos o corpo que habitamos.

Que dirá o equilíbrio com o macro, ou seja, nossas relações entre humanos e o ambiente?  Até quando vamos superestimar o cerebral, o mental, o “querer”, e não sentir que há uma instância maior, a incontrolável natureza, que sempre nos arrebata quando menos esperamos?

Quando a natureza nos pega, só nos restará chorar e nos render.

You know, it’s going to get harder, and harder, and harder
As you get older

Dogs – Pink Floyd

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11

jan

2012

Ano Novo é pra se molhar

Por Tati Aoki em Mente, Pensar

Passei o ano novo na praia, na chuva. Foi a primeira vez que passei um ano novo de branco, com amigos queridos, na praia, pulei ondas e joguei flores ao mar.

A primeira vez.

Já passei ano novo de pijama, esperando dar meia noite para voltar a dormir; passei com a família, no tédio do comportamento programado; no frio insuportável de um inverno no estrangeiro; com amigos de faculdade, no estilo ingênuo colegial.

Esse foi meu melhor reveillon, mas é o ano com menos expectativas que já tive (até onde me lembro), porque comecei sem nada de concreto, sem nada começando. Tudo seguindo um rumo incerto, e não no bom sentido.

Todos os anos começam com expectativas, em viradas não tão legais. Este ano fiz uma virada incrível, com expectativas nem um pouco animadoras. O que acontecerá? O tempo dirá, sempre o tempo, famigerado tempo.

Enquanto eu não entender o tempo da natureza, nunca entenderei a dinâmica do universo, que pouco ou nada tem a ver com viradas de ano, com 2012-fim-de-mundo-avatar. O tempo diz tudo, e o que podemos fazer? Esperar com a maior resiliência possível, porque o tempo não quer saber de nada.

The sun is the same in a relative way, but you’re older
Shorter of breath and one day closer to death

Time – Pink Floyd

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21

dez

2011

Últimas do ano

Por Tati Aoki em Mente, Mobilidade, Pensar


Sr. Noel, quero uma bike aro 26, favor comprar aqui.

Faltam 10 dias para o fim do ano, mas, como pretendo seriamente ficar do Natal até o Ano Novo sem usar internet, este é meu último post de 2011.

2011 pode ser classificado como um ano…Estranho. Começou bem, muito bem. Aí, em abril, resolvi virar uma asceta em todos os sentidos – e fiquei assim até o início de outubro. Ou seja, metade do meu ano foi dedicado à tentativa de me evoluir espiritualmente, e essas tentativas foram, salvo exceções, extremamente frustrantes. Conheci o cristianismo, messianismo, budismo, espiritismo, e tudo o mais que consegui. Foi um excesso que, no fim das contas, acabou dando um nó mental.

Estamos na era dos excessos. O fato de termos muitas oportunidades nos deixa ainda mais confusos, tamanha a quantidade de caminhos disponíveis. Consegui abandonar as coisas que descobri e mais me identifiquei (Yoga/Meditação) para descobrir outros caminhos interessantes, mas que fizeram deixar de me aprimorar no que me identifiquei.

Erramos, mas temos que ser humildes de voltar atrás.

Se você acha que está feliz com seu emprego, saúde, relacionamento, crença espiritual, esporte, etc., não fique buscando sarna pra se coçar – até porque, oportunidades para tal não faltam. O que aprendi em 2011 é: se o time está ganhando, não tente conhecer os outros times – tente se aprofundar nele.

Senão, viramos uma colcha de retalhos de conhecimentos pós-modernos.

Até mais, 2011.

Obs: a melhor coisa do ano? Conhecer a bicicletada e todas as pessoas maravilhosas que compõem a Massa Crítica.

Saúde e paz.

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14

dez

2011

A voz da maturidade

Por Tati Aoki em Corpo, Pensar, Saúde

Fui a uma festinha de confraternização do local em que faço pilates, no meio da tarde. E, entre cerca de 40 pessoas, eu era a única dos alunos com menos de 60 anos.

“Os mais jovens estão na academia”, disse uma das alunas, com seus mais de 70 anos.

Não desmerecendo a academia, afinal, já fiz esteira por alguns meses e até que não foi tão chato assim, mas…Será que seu corpo-mente aguenta, por muitos, muito anos, fazer movimentos mecanizados em aparelhos que mais parecem instrumentos de tortura?

Embora “os jovens” estejam suando em esteiras e academias, a verdade é que os mais velhos têm muito a nos ensinar – e um desses ensinamentos é que, nem sempre, os movimentos vigorosos são os que te farão sentir prazer em atividades físicas. Às vezes, movimentos leves, porém precisos e prazerosos, são os que te darão motivação para exercitar-se independente da faixa etária.

Se me senti excluída no meio de pessoas bem mais velhas em uma festa que só conhecia o professor? Pior que não, porque os idosos (assim como as crianças), têm a tendência a eliminar o tal do ego e, por isso, não têm o menor pudor em puxar papo e falar de qualquer assunto com uma leveza sobrenatural – ao contrário de jovens, adolescentes e adultos, mais influenciáveis pelo que “os outros” irão pensar.

Temos que aprender com a sabedoria e a experiência do idoso. Eu não tenho mais avós, mas, se tivesse, não perderia a oportunidade de longas conversas com a voz da maturidade.

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