Posts da categoria ‘Holística’

1

mai

2011

Estudar é o começo da fritura cerebral

Por Tati Aoki – 3 Comentários

A trilha de Tron, do Daft Punk, é a minha inspiração desde o início do ano para quase tudo

É diante da tela do computador tendo como papel de parede o círculo de Tron que paro para respirar depois de apenas 40 minutos estudando freneticamente, escrevendo em um caderno, com a caneta Bic quase furando as folhas. É um transe que machuca meu cérebro, e ele frita tanto que, em seguida, fico com uma vontade absurda de sair correndo.

Levanto, ando para lá e para cá, tenho vontade de deitar no chão, de cabeça pra baixo. Dá vontade de fazer tudo o que uma biblioteca não permite: gritar, chorar, chutar as cadeiras. Mas eu não posso, porque tenho que manter-me sob as regras sociais se não quiser ser malquista em meu local favorito em São Paulo, o CCSP.

Estudar é isso: uma das coisas mais fascinantes e perturbadoras que existe. Quem não gosta é porque desconhece o universo novo dentro de pouco mais de uma centena de páginas.

O livro que me fez pirar? Como elaborar projetos de pesquisa, de Antonio Carlos Gil. E esse é só o começo do meu projeto Frugal.

Ai.

Daft Punk – The Grid

The Grid.

A digital frontier.
I tried to picture clusters of information as they Moved through the computer.
What do they look like? Ships, motorcycles.

With the circuits like freeways.

I kept dreaming of a world I thought I’d never see.
And then, one day… I got in.

25

abr

2011

Depois do turbilhão, Nina

Por Tati Aoki – 4 Comentários

Cena do filme “Nina”, de 2004, inspirado no romance que mais me influenciou, “Crime e Castigo”, de Fiodór Dostoiévski.

Como recordação do assalto, observo em meu corpo os detalhes de uma casquinha nojenta no cotovelo direito e uma menos visualmente horrorosa no joelho também do lado direito.

A cena se passa em um retiro: cinco dias sem celular, internet e sem contato com o mundo. Depois do turbilhão, o silêncio, palavra que precisa ser praticada em minha vida.

Chego em casa e ganho um presente de Páscoa: uma gatinha siamês. A paixão foi imediata, apesar das pulgas e dos miados que tiraram o meu sono nesta primeira noite com a Nina, o nome que inventei antes mesmo de conhecê-la pessoalmente.

Agora é impossível comer, lavar a louça, estudar, ouvir música e ficar no computador sem a sua presença. Se eu não estiver por perto, ela vai miar ininterruptamente até nos aproximarmos.

Será que me apaixonei por essa gatinha que repousa no meu colo no instante em que digito essas palavras?

Obs.1:Coloquei o nome da gatinha em homenagem ao filme “Nina”.

Obs. 2: Nina é também o nome da personagem principal do filme “Cisne Negro”, interpretado por Natalie Portman e um dos meus longas favoritos de 2011. Essa referência eu descobri pelo Google, uma adorável coincidência.

14

abr

2011

Descobrindo como se respira

Por Tati Aoki – 4 Comentários

Passei ao menos 20 anos de minha vida sem saber respirar direito. Agora, onde quer que eu vá, presto muita atenção à função respiratória. Depois que descobri que preciso sentir minha respiração, aprendi a entender minhas funções biológicas de uma forma mais real e clara.

Quando respiro profundamente, as funções ficam mais lentas e, por consequência, me acalmo. Por isso, o conceito de tempo acaba mudando: acredito não no tempo cronológico, ditado pelos homens, e sim no tempo subjetivo, o nosso, o da natureza. Tudo fica tão, mas tão mais lento, que parece que estamos vivendo como naquele clipe das Spice Girls, Two Become One, ou no filme Matrix. São referências pop chiclete, porém mostram bem como me sinto ultimamente.

Almocei no bandejão da USP e não consigo recordar quantas pessoas se levantaram e sentaram ao meu lado. E eu lá, também sem ter a menor noção de quanto tempo fiquei à mesa.

Qual o tempo dos homens, que se acelera a cada dia? E qual é o tempo real?

6

fev

2011

REALIDADE

Por Tati Aoki – 2 Comentários

O momento é de ruptura e dor. Andando sem me desligar, sem me desconectar. Ainda tenho muito medo da realidade. Mas ela existe. Na minha mente, já me rendi e vi que é mais simples viver na realidade do que no ego. Emancipação.

Abri um trecho da Bíblia, outro da Sutra Sagrada. Diziam a mesma coisa. Não tem jeito, é isso. A realidade de nossas vidas.

O barulho da mente já é o suficiente, por isso, deletei todas as músicas cuja voz sobrepunha o som. Tirei a televisão do quarto, não vejo o perfil de ninguém, não, não, não.

Larguei os embutidos, pois a praticidade e a pressa tiraram o sabor da minha vida. Mas o paladar está voltando.

2

fev

2011

Email sem resposta.

Por Tati Aoki – 2 Comentários

Mandei um email para uma pessoa muito especial dia desses. Exatamente assim:

Assunto: Verdade.

XXX,
Você me disse sobre a Verdade, que é a única coisa que existe. O Universo sou eu, é isso? Quando você fala comigo, é como se eu estivesse falando comigo mesma? E que, se aponto o dedo pra alguém, julgo eu mesma, com meu ego?
Eu desisto, eu me rendo?
Diga se estou no caminho certo.

Abraço,

No fim, acho que o remetente era eu mesma, mas a gente tem que enviar para um endereço diferente do seu, só pra dizer que as respostas estão nos outros, não na gente.

Ainda não consegui todas as respostas. Respondam nos comentários?