Posts da categoria ‘Cidadania’

4

set

2013

Manaus: viajando com o boto-cor-de-rosa

Por Tatiana Aoki – 9.723 Comentários

Passeio de barco pelo Rio Amazonas.

Desde que me conheço por gente, tinha um sonho: conhecer Manaus. Não, não era Bonito, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis. Era Manaus. Queria ver a floresta amazônica, olhar o rio, comer comidas típicas, entrar no Rio Negro…E aí vamos nós!

Peguei o vôo e me senti a maior desbravadora: do alto do avião, vi aquela floresta imensa e um rio que não tinha fim. Já senti um arrepio e a música majestosa do Rei Leão veio imediatamente à minha mente:

Mas, também prestei atenção às recomendações quanto ao lado negativo da cidade, que são:

-       calor. Muito calor;
-       sujeira;
-       exploração do turista.

Pois bem, tudo isso é realmente verdade. Pelo locais em que andei, grande parte de Manaus se parece a região da Luz, só que a parte suja. É, aquela mesma, atrás da estação da Luz – em que há mais sujeira e vendedores ambulantes do que lugar para caminhar.

Ainda com essas ressalvas, continuei na minha principal meta: conhecer a floresta amazônica. Sim, o lugar é amazônico – eu até dormi no trajeto de barco até a tribo indígena, porque é bem longe, leva mais de uma hora. Esse passeio, fora a experiência de uma semana na cidade, me levaram aos prós e contras de Manaus (AM):

Pontos Positivos:

1)   Comida. Se você gosta de peixe, Manaus é o paraíso. Comia todos os dias, já que em qualquer lugar há peixe. Gostei ainda mais porque costumo sofrer para achar lugares com peixes bons e acessíveis em São Paulo.

2)   Comida. As frutas são incríveis: abacaxi sem acidez, bananas perfeitas, mangas de vários tipos, mamão…Delírio para os amantes de frutas – novamente, o meu caso.

3)   A floresta. Ir ao Amazonas e não fazer um passeio na mata, mexer em um boto e nadar no Rio Negro é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel.

4)   Casas flutuantes. Sim, há uma comunidade de casas, comércio e até igreja “Deus é Amor” em versão flutuante. Se estiver em um passeio de lancha, peça para ver essas peculiaridades.

Pontos Negativos

1)   Calor. É quente mesmo. Não consegui correr por mais de 20 minutos no parque, porque me senti muito cansada em pouco tempo. E olha que eu sou friorenta.

2)   Sujeira. Se uma coisa tem que ser melhorada em Manaus, é a limpeza. Realmente, é sujo: lixo espalhado por todo lugar e mercados com lixos a céu aberto são cenas recorrentes.

3)   Trânsito. É um problema em várias cidades do país, mas, particularmente em Manaus, a coisa é braba. Quase não há semáforo para pedestres, e os veículos dirigem totalmente sem noção. Para piorar, não há faixas divisórias nas vias. Pois é, não há faixas nas ruas – e as calçadas são tão esburacadas que é melhor esquecer o salto alto.

4)   Turistas. Sabe-se que a exploração ao turista é bem comum em qualquer lugar. Só que, no caso de passeios como na floresta, a exploração é ainda maior, porque ficamos 100% dependentes de agências de viagens. Fique de olho e peça recomendações antes de fechar seu pacote!

E hoje começa o congresso do Intercom, onde ministrarei uma oficina sobre estratégias de Facebook. Acabou o turismo, mas começa o maior congresso de comunicação da América Latina!

Obs: sei que o post não tem nada a ver com o propósito do blog, mas, achei que valeria a pena compartilhar essa experiência ;)

17

jul

2013

“Menos é mais”…em Buenos Aires

Por Tatiana Aoki – Comente

A frase acima, muito difundida em nossos tempos de excesso, parece sutil, mas é bem difícil de cumpri-la na prática. Contudo, mesmo sem pensar na questão, acabei incorporando algumas práticas da simplicidade em uma viagem. Vamos lá:

Fui pela primeira vez a Buenos Aires para participar de um congresso. Percebi que lá (ao contrário do Japão) é igual ao Brasil: se você quiser, pode gastar bem pouco. Mas, se quiser, pode torrar todo seu dinheiro, sobretudo com comida e souvenirs.

E, quando se viaja sozinha, você pode fazer escolhas livremente – o que é bom e ruim. Fiz péssimas escolhas alimentares – como um restaurante japonês que custou mais de 150 reais e uma torta que comi e depois passei mal. Ou, quando fui ao cemitério da Recoleta e todo mundo só ficava dando risada e tirando fotos, tirando totalmente o clima de cemitério.

Mas, o mais interessante é que as melhores coisas que vivenciei foram as mais simples. As melhores comidas foram as que cozinhamos no hostel – um frango feito por colombianos, um bolo feito por um francês e uma empanada que comi no meio da madrugada, em uma casa de dois velhinhos que vendiam para quem havia saído na noite portenha.

Ou, quando caminhei por mais de 10 quilômetros em um frio de seis graus e só percebi à noite que estava com bolhas nos pés. Aliás, meus programas favoritos de Buenos Aires não foram as atrações turísticas: foram as caminhadas e conversas com pessoas do mundo todo.

Sim, o que importa são as coisas simples, que nos confortam e mudam nossa vida – mesmo sem querer.