30

mar

2012

Meditação: como fazer?

Comecei a meditar (de novo) há pouco menos de três semanas. E os progressos são claros: sono mais tranquilo e ininterrupto, mais tranqüilidade e, o melhor benefício de todos: saber que sua mente pode parar e viver o agora.

Sempre achei normal ter uma mente que vagava pra lá e pra cá em pensamentos e também conviver com alguns mais intermitentes, outros menos. Afinal, eles sempre estavam lá, fazendo uma dança na minha cabeça.

Os únicos momentos em que não pensava em nada era ouvindo música, dançando, andando de bicicleta, trabalhando, escrevendo ou fazendo ioga. Nem dormindo eu parava de pensar, porque pegava no sono ainda burilando pensamentos.

Hoje, vi que é plenamente possível viver sem ter esses pensamentos, ainda que seja uma tarefa muito difícil.

O que é meditar?

Meditar não tem nada de misticismo – no Oriente, a prática da meditação é conhecida há milhares de anos. E a importância é simplificada da seguinte forma: assim como lavamos nosso corpo, meditar é como lavar a mente da enxurrada de pensamentos que nos tomam no dia-a-dia.

Ainda falta muito para eu conseguir dizer os benefícios reais da prática – estudos indicam que as mudanças cerebrais se dão, em média, após dois meses de meditação diária.

Como meditar?

Cada um encontra um jeito melhor de meditar. Eu medito todos os dias, de manhã (em jejum) e à noite, por 20 minutos. Sento, fico de olhos fechados e acompanho minha respiração. Às vezes sinto apenas um minuto de atenção plena em meio a uma enxurrada de pensamentos que vão e vêm. Às vezes, entro em estado meditativo por mais tempo. Mas, ao menos, consigo detectar quando a meditação acontece.

Admito também que, às vezes, a rotina nos devora a tal ponto que não conseguimos ter a disciplina de meditar. Já deixei de fazê-lo por cerca de três vezes, por preguiça, cansaço ou pressa.

O pior é saber o quanto de idiotices pensamos o tempo todo, e ver como você se apega a assuntos irrelevantes. No meu caso, o pior é tirar as músicas da cabeça – já me peguei com músicas de infância e outras que jamais lembraria em outro estado que não o de meditação.

Ainda falta muito para me considerar alguém que medita. Contudo, já sinto os progressos, que se ampliarão se conseguir realizar os 5 Ds, conforme li no livro “Iniciação ao Yoga”, de José Hermógenes: dedicação, decisão, disciplina, discernimento e devoção.

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